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riscos_e_rabiscos

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As Últimas Gotas.

Acho que nunca desejei tanto que uma coisa acabasse. Não pelos miúdos ou pelo cansaço, mas sim pela hipocrisia e mal-estar instalado entre as pessoas.

 

Ninguém está à vontade. Estão todos sempre com reveio de estarem a ser observados à socapa e depois levarem nas orelhas por "não" estarem a trabalhar como "deve de ser". É ter cinquenta pés atrás com a santinha-do-pau-oco que é uma queixinhas sem razão porque, no final das contas, ela é a que não faz a ponta de um corno, e ter duzentos pés atrás com a irmã de serviço que está com a mania que é a dona do pedaço. Como é que uma pessoa que é a desorganização em pessoa, pode dar orientações a alguém? Para se ser líder há que possuir determinadas qualidades e nem todos nasceram para ser líderes. Depois há a mania de ser engraçadinha mas não tem a mínima de piada. E não se enxerga.

 

Este ambiente de desconfiança, de energias negativas, de querer mandar sem o saber fazer acaba com qualquer clima de alegria e boa disposição que possa haver dentro do grupo dos adultos. Resume-se numa palavra o ar que se respira: hipocrisia!

Eu não suporto hipocrisias. Não suporto o não se poder falar abertamente sem que hajam represálias. Não suporto o ter de se dizer sempre "sim" sob pena de se perder o posto de trabalho. Não suporto a distinção entre professores que são iguais. Não suporto "meninas preferidas" que quando menos se espera traiem sem qualquer tipo de pejo.

 

Ainda bem que amanhã é o último dia!

 

Mas Que As Há, Há…!

Hoje dei início às aulas no convento. Confesso que ia um tanto ou quanto desmotivada devido às mudanças por lá operadas.

 

Mas como eu não desisto nunca, lá preparei as coisas todas para as minhas primeiras aulas – ontem à noite e hoje de manhã parecia uma barata* tonta – e hoje rumei ao convento ao encontro das manas.

 

Antes de entrar pelo solene portão verde de dimensões gigantescas, fui até ao café do costume (não pode ser qualquer um para não se encontrar os papás dos alunos e haver falatório – recomendações internas) onde encontrei as minhas duas colegas “não-manas”.

 

Uma é a minha amiga de sempre e em quem tenho a máxima confiança e amizade, e a outra é a tal que eu fui substituir e que os pais não gostavam nada. Não ganharam nada com isso porque ela fez macumba às manas e já lá está de novo. Os pais andam a tremer, mas isto são pormenores!

 

Esta foi a segunda vez que vi a “não-mana”-que-eu-fui-substituir e aquilo que me ocorreu de imediato foi… preparem-se pois já sabem como esta cabecinha funciona… que ela era uma velha bruxa!!!!!

 

Opa, desculpem lá, mas uma chavala com uns óculos todos fedorentos e tortos, pendurados na ponta do nariz, que fala connosco a olhar por cima das lentes e não através delas, que tem os dentes cheios de musgo verde, não é uma velha bruxa?! Ah e o chapéu devia estar dentro da sua mala da mafaldinha ou da pucca ou hello kitty ou lá que era aquilo. Era chato ver-se entrar uma bruxa no convento.

Ainda pensavam que ali era a escola do Harry Potter…

 

E como era o primeiro dia de aulas e era um momento para recordar, eu andei a tirar fotos às crianças e em nome da posteridade, consegui tirar uma à não-mana bruxa. Ora vejam lá se eu não tenho razão?!

 

                        

 

 

 

 

*Em breve isto vai dar um belíssimo post. Me aguardem!